segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O Transtorno de Nobel

Abril de 1992 -Naquele povoado tão distante foi onde nasceu e aos poucos cresceu o garoto de periferia ate que foi Obrigado a se mudar para....

        Todos os dias a tarde,antes do sol se por, Nobel um Garoto de 8 anos estava diante da janela imaginando aquele mundo tão maravilhoso lá fora. Era distante mais Nobel podia ver coisa fantásticas como a visão ampla da represa verde, e as árvores que espelhava diante da água doce.
 Era um povoado humilde onde a maioria desconhecia,era onde Nobel vivia, Foi lá que virou orfã de pai e mãe que teve um terrível fim trágico em um acidente de carro,e por fim Nobel foi mandado para um orfanato. 
      O orfanato era um lugar sombrio que se localizara no meio de uma mata,cerca de 18 kl de sua casa onde viverá toda sua infância ao lado de seus pais.
O lugar parecia uma mansão de uns daqueles filmes de terror que assistia com Meg, sua cão que teve que deixar na rua, pois no orfanato não era permitido a entrada de animais domésticos. Havia pessoas rígidas, crianças grandes que o ameaçavam, e não havia disciplina. Apesar de nascer em uma periferia, seus pais sempre lhe deram uma educação adequada.  No Instituto de crianças carentes foi onde Nobel passou toda a metade de sua infância, era maltratado e fazia serviços pesados onde nunca teria feito antes.
O tempo passou e Nobel já se era visto como um escravo.  Não havia mais alegria, Nobel não conseguia ser feliz, estava cansado, pois não tinha paz, o trabalho era pesado.Os trabalhos exercidos eram : limpeza de banheiros,limpeza de dormitórios,e limpeza de todas as janelas.   As Janelas eram onde Nobel mais gostava de limpar,apesar do sofrimento;pois podia olhar um mundo lindo, cheios de oportunidades; Nobel chegava a chorar vendo as mais belas paisagens do campo,porém era preciso disfarçar e não demonstrar desânimo para que o castigos rígido não viesse a tona.
Todos os dias Nobel se apressava em seus serviços,pois gostava de ver o crepúsculo do entardecer, nem sempre acompanhava do começo, pois não era sempre que terminará o trabalho cedo.
     Os dias passavam lentamente para Nobel, estava cada dia mais desgastado. A saudade batia, lembrava de momentos marcantes que viverá ao lado de seus pais,
se lembrará também de como foi triste e doloroso ter que deixar Meg ao longo de uma estrada; em sua imaginação era possível ouvir os choros de Meg, Aquilo era totalmente uma terrível tortura.
  Aos poucos Nobel foi se tornando um garoto incrédulo, de mal com a vida e desvalorizado, porém nunca se arriscou em parar os serviços. Não restava mais esperanças, Nobel não sentia mais fome, estava magro, estava no limite, até mesmo os sonhos, algo tão profundo e esperançoso para Nobel não restava mais.
   15 de Agosto de 1994. Já havia se passado muito tempo que Nobel estava vivendo naquele orfanato, tempo suficiente para levar qualquer um a cometer uma loucura.
   Mesmo com o passar dos anos, Nobel nunca abriu mão de esquecer as lembranças que lhe ainda restavam de seu passado feliz e livre. Nobel nunca tivera uma oportunidade de conhecer o Jardim da Instituição, mais vontade era o que não lhe Faltava, as vezes se auto-questionava; porque tamanha crueldade com pobres crianças ingênuas e sozinhas, não havia resposta, olhava ao redor e via crianças sofrendo assim como ele, havia também aqueles mais velhos no orfanato que agiam com sarcasmo com os menores, sempre debochando dos inocentes. Eram palavrões incrédulos jamais ouvidos antes por Nobel, crianças de todas as idades juntas num lugar horrendo cheio de seres dissimulados e incapacitados de ter amor próprio pelo o próximo. 
Nobel já estava com 10 anos de idade e já saberia muito bem como lidar naquele lugar onde as regras não existia,onde nem mesmo se quer lembraram de seu Aniversário.
   Apesar da mal-criação do Orfanato Nobel sempre procurou estar ao lado de crianças do mesmo gênero que ele, brincando nas horas vagas, esquecendo o que ficou para trás,brincava mais não estava totalmente feliz, pois a felicidade naquele lugar não existia.
Toda quinta feira-feira era dia de visita na Instituição, o único dia na semana que Nobel era visto como gente, as assistentes que trabalham na Instituição tratavam bem todas as crianças, a vontade de Nobel era gritar para os visitantes que aquilo tudo não passava de um teatro organizado, onde as crianças eram obrigadas a ficarem caladas para que não sofressem depois. Mais quem iria acreditar e um pobre Garoto pequeno, onde não entenderá nada do que se passa num lugar tão humilde e carente onde as crianças necessitam serem tratadas com o máximo de atenção, pois eram crianças abandonadas. Nobel respirava fundo sentado no sofá, imaginando como seria bom se alguém o tirasse daquele inferno, as vezes acompanhava detalhe em cada pessoa,pois não era todo dia que via pessoas diferentes no Orfanato, muitas mulheres  se pareciam muito com sua mãe, e tristemente a lembrança vinha a tona de maneira apertada dificilmente de ser controlada, mais Nobel permanecia insano e calado para que não houvesse desconfiança. Nobel sempre foi mais apegado a Mãe do que o Pai, mais mantinha um amor grande e insubstituído pelos dois. Geralmente a visita acabava por volta das 5 e meia, dando tempo de Nobel correr e assistir o inicio do por do Sol. Mesmo nos dias Chuvosos Nobel não perdera o habito de percorrer a janela.
  Todos os dias antes de dormir Nobel rezava,mesmo com o sofrimento obtido no orfanato agradecera Jesus por mais um dia de Vida. Todas as manhãs Nobel era o primeiro a levantar, e por sua vez sempre arrumava a Cama, dobrando todos os lenços em seus devidos lugares,e em seguinte iria tomar café, geralmente na sexta o café era mais reforçado, pois os visitantes do dia anterior doavam várias comidas, sozinho então Nobel então se serviria sem precisar de ninguém, porém comia com limites sempre pensando nos outros, não passará muito tempo e chagara a cozinheira Dona Félix , que tinha obrigação de separar e organizar os alimentos das crianças. Dona Félix era uma viúva de 54 Anos que trabalhava na Instituição cerca de 25 anos, era forte,pele mulata e tímida , falava somente o Necessário. Nobel por ser um garoto esperto nunca haveria reparado que Dona Félix era uma mulher humilde e de bom caratê, somente com o passar do tempo se deu o luxo de trocar palavras com ela, e logo passou a perceber que naquele lugar havia uma pessoa lhe entendia e que estava ali pelos mesmos motivos semelhantes.
 Com o passar o tempo Dona Félix e Nobel se tornaram grandes amigos. Dona Félix lhe contou seu ante passado comovente, foi expulsa de Casa , pois seus pais aposentados viam ela como uma vagabunda desocupada, onde não queria achar meios de sobreviver por conta própria, mais a verdade era outra,   Dona Félix  jamais desejou ficar em Casa sendo sustentada pelos os pais, sempre que se dirigia a procurar um emprego era ofendida e descriminada por ser uma moça de Cor, foram várias tentativas, ela afirmava que naquela época era difícil de se conseguir um emprego, pois eram  tempos de exploração. por fim resolveu sair de casa e ir morar nas ruas, passou fome e chegou a se humilhar pedindo um prato de comida, nem sempre as pessoas a viam como gente. Passou menos de 1 anos nas ruas, ate que descobriu o orfanato, onde poderia prestar serviços de graça em busca de moradia. Resumiu a Nobel detalhada-mente cada detalhe de sua conquista ate o presente momento e por finalizou : -E Estou trabalhando aqui na Instituição por 29 Anos. Nobel permanecia de olhos fixos sobre as palavras que saiam da boca de Dona Félix, no seu pensamento tentaria entender como uma viúva deixou de viver uma vida livre lá fora, para trabalhar num lugar tão marrento cheio de transtorno feito aquele orfanato, mais aos poucos foi percebendo que na vida temos que ser forte e encarar qualquer tipo de coisa, até porque Dona Félix poderia morrer nas ruas, se não fosse o Orfanato. As idéias começaram fluir diante da cabeça de Nobel, que foi o gota d´ agua para perceber que Dona Félix é uma mulher guerreira que não parou de lutar, passando por cima do preconceito e buscando sobrevivência, deixando de lado seus pais ( pessoas tão especiais) que tanto humilhavam para viver Independente.
O Silêncio  
  

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